Vou começar pedindo desculpas pela ausência nesses últimos dias. Muita correria… Mas vamos lá!

Há mais ou menos um mês, após um treino conversava com o (boa gente) Dorival Junior, tentando entender o motivo dele segurar o Keirrison por tanto tempo. Ele me explicava que não queria queimar o jogador, porque sabia que K9 sentiria todo o tempo afastado dos gramados. Até citei o exemplo de Cicinho, que passou um ano e meio na Roma sem sequência, e quando chegou ao São Paulo não correspondeu. Ele concordou.

Dorival fez o que pôde para poupar seu atacante, e mesmo quando o lançou, ele ainda deixou muito a desejar. Neste domingo, enfim, marcou. É bom destacar que Keirrison ainda tem um longo caminho a ser percorrido… Mas será que a falta de ritmo de jogo é o único fator que o prejudica?

Ouvi um comentário interessante hoje: o estilo rápido de jogo do Santos nunca foi o do camisa 9, que aposta mais no bom posicionamento. Keirrison seria o suposto substituto de André, mas a comparação não vale: atualmente na Ucrânia, o ex-companheiro de Neymar voltava muito mais para buscar a bola.

À parte do condicionamento e do ritmo de jogo, é preciso avaliar o que deve se esperar de Keirrison. Vale a reflexão.

Vergonha: Não posso deixar passar em branco a atitude vergonhosa da polícia local em agredir Marquinhos na saída de campo. Não é a primeira vez que vimos policiais interferindo de forma absurda em acontecimentos de dentro do campo. Polícia é pra ser solução, e não pra criar problema.

Guardadas as proporções, também não podemos deixar de destacar a atitude de Neymar no final da partida. A discussão com João Marcos, do Ceará, que gerou todo o tumulto, era totalmente desnecessária. Seu estilo de jogo é provocativo, e ele vai ter que aprender a lidar com quem ele acaba tirando do sério.