Dorival Jr, de fato, esteve muito perto de deixar o Santos.

A ameaça de entregar o cargo caso Neymar não fosse suspenso assustou a cúpula do Peixe, que se viram forçados a ceder à sua solicitação de alguma forma. Por outro lado, algumas pessoas contestaram a postura do treinador, que foi consultado quando a diretoria resolveu somente multá-lo, e manifestou-se a favor de uma pena mais pesada somente dois dias depois.

Após o término do rachão, Dorival se reuniu com o presidente Luis Álvaro, até chegarem a um meio termo (suspenso, a princípio, da partida contra o Guarani). Depois disso, os dois convocaram todos os jogadores; com o técnico de pé ao seu lado, Luis Álvaro demonstrou apoio incondicional ao seu treinador, e advertiu seus atletas: “qualquer outro jogador que fizer algo parecido será punido da mesma forma, pois indisciplina não é tolerado no clube”. Neymar estava presente com o restante do elenco.

Depois disso, as lideranças do grupo solicitaram uma palavra com o mandatário do Peixe. Marquinhos, Edu Dracena e Léo apoiaram a decisão tomada pelo clube, e o meia e o zagueiro em especial levaram uma série de queixas a respeito do comportamento da jovem revelação.

O pai de Neymar também foi consultado sobre o veredito final do Santos, e apoiou incondicionalmente a decisão. “Ele precisava que tirassem dele o que ele mais ama, que é a bola.”

Durante toda a manhã de sábado, e no decorrer dessas reuniões, os relatos são de que Neymar se mostrava muito abatido e, diferentemente do que costuma acontecer, quieto e retraído.