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Apesar do discurso oficial de que os contatos iniciais serão feitos somente depois de uma reunião na segunda-feira, o São Paulo já começou a se mexer para contratar um novo técnico. O nome do primeiro contactado não surpreende: Paulo Autuori.

Com contrato no Al Rayyan até o meio de 2012, Autuori disse que tentaria se livrar do seu compromisso e de uma alta multa rescisória – o tricolor já garantiu que não cobre multa de técnico nenhum.

Esta não é a primeira vez que o São Paulo tenta repatriá-lo. Em ocasiões anteriores, os valores vultuosos envolvendo o seu contrato foram empecilho. Além disso, Autuori é muito querido no clube árabe, o que sempre dificultou uma saída antes do término do seu compromisso. Mais uma vez, a diretoria considera a negociação complicada.

Por isso mesmo, o clube do Morumbi não fechou os olhos para o restante do mercado. Dorival Junior segue como nome mais forte, apesar de opiniões contrárias dando conta de que ele não seria um técnico de pulso firme. A corrente favorável a um treinador estrangeiro cresce e conta com gente de peso. Carlos Bianchi, que chegou a ser contactado pelo São Paulo após a queda da Copa do Brasil, segue como sonho de consumo. Diego Aguirre, do Peñarol, foi nome em pauta numa reunião entre Juan Figger e Juvenal Juvêncio na última quinta-feira.

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As reuniões no Morumbi sobre a contratação de um novo técnico andam numerosas e inclonclusivas.

Paulo Autuori, de fato, é o nome que reúne o maior número de adpetos, entre eles nomes de peso como Rogério Ceni e o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes. O presidente Juvenal Juvêncio inclusive gosta muito de Autuori como pessoa, e até o ajudou com assuntos no exterior logo que saiu do país. No entanto, Juvenal ainda não está totalmente convencido de que ele seja o melhor nome para assumir a equipe em um momento tão turbulento. Além disso, o alto salário e o prestígio de Paulo Autuori no Catar intimidam o clube a fazer uma investida mais firme.

Antônio Lopes foi um nome sugerido pelos torcedores à diretoria do São Paulo na última segunda-feira, quando representantes de uma das organizadas estiveram no CT da Barra Funda. Juvenal até parou para cogitar (como tem feito com a maioria das sugestões que recebe), mas o delegado não goza do prestígio do presidente.

Vanderlei Luxemburgo é um nome que ainda conta com forte rejeição, mas este incrivelmente não é o fator que praticamente o tira da disputa. Além da alta multa rescisória, o São Paulo soube que o bom relacionamento de Luxemburgo com o presidente do Atlético-MG Alexandre Kalil atrapalharia qualquer negociação.

Abel Braga é caro, e Juvenal tem uma cisma com o treinador: há alguns anos, ouviu comentários sobre o relacionamento de Abel com jogadores que o deixaram ressabiado. Imagino que possa ser algo superável, mas sua vinda é vista com muita dificuldade.

Apesar de contar com adeptos no clube, nomes como Joel Santana e Maradona não são levados em conta.

Nenhum técnico até agora foi contactado de forma incisiva – até porque a diretoria acredita que, quando for de fato “pra cima” de algum deles, consegue fechar o negócio. A total indefinição preocupa porque Baresi encontra-se em uma situação insustentável diante de jogadores e comissão técnica. Nem o líder Rogério Ceni está feliz com o interino.

Cortando em miúdos: muita conversa e pouca decisão para um clube que quer um treinador novo pra ontem.